Pessoal, finalmente consegui tempo e um local para colocar em dia o relato do 5º dia da viagem. Peço desculpas pelo atraso. Sei que é chato acessar o blog e nao ver novidades. Devo três dias de relato e temos muito coisa para contar. Vamos lá entao: Já estamos em Rio Gallegos, última cidade antes de Ushuaia, nosso objetivo. O pior parece que ainda estar por vir antes deste objetivo, pois teremos que enfrentar mais ou menos 100 km de rípio, de um total de 600 km até Ushuaia. Rípio para quem nao sabe é a estrada de chao do interior da Argentina, principalmente da regiao Patagônica, porém é formada por um Cascalho redondo e altamente escorregadio = para mim e para maioria dos motociclistas é um terror. Já pegamos rípio (no relato do 6º dia eu conto como foi). Bom mas vamos ao relato do quinto dia da viagem. Saímos do Balneário Las Grutas, cedinho, após tomarmos um café da manha em uma confeitaria (aqui nao é comum o pao como café mas sim crossaint e outros doces, recheados com doce de leite, doce de baunilha ou goiabada). Precisaríamos fazer a revisao da Catarina (dos 3.00 km) e a mecânica autorizada Honda ficava em Trelew. Marcamos por telefone ainda em Las Grutas a revisao e nos mandamos para Trelew. Ocorre que aqui na Argentina existe a tal da ciesta, potanto todo o comércio fecha as 12:30 e reabre pelas 15:30 ou 16:00, funcionando entao até 20:00 hs ou mais, pois nesta regiao o sol se poe pela 21:00 horas (os dias sao mais longos). Chegamos em Trelew, almoçamos, após aproveitei e consegui atualizar o 4º dia da viagem e levamos a Catarina na revisao. Embora concessionária Honda, nao espere muita coisa nao. Enfim, o básico foi feito (até regulagem de uma das válvulas deu para fazer). Neste meio tempo, entre 15:30 e 19:30 horas (tempo destinado para revisao) o que fazer? Caminhamos umas dez quadras com as roupas de cordura e segunda pele abaixo de um calor de mais de 35 Cº (lembrem, estamos em uma regiao desértica, onde o calor nesta época é considerável, porém há um vento para amenizar) até a secretaria do turismo que possui um serviço de informacoes. Lá buscamos informaçoes sobre pacotes para Península Valdez, Punta Tombo e valores de hotéis. Também lá nos informaram sobre um Museu Paleontológico (já havia lido sobre ele) com uma colecao significativa de fósseis pré-históricos. Fomos visitá-lo. Valeu a pena. Transformamos uma tarde que poderia ser desperdiçada, em um agradável passeio. Realmente merecem parabêns os responsáveis pelo museu. Lá encontramos uma bela colecao de fósseis de dinossauros que habitaram a Patagônia e regiao, inclusive alguns encontrados no RGS. Fiquei muito impressionado com o que vi. Fiz um exercíco de imaginar como seriam estes gigantes, e como nós nos portaríamos frente a eles. Fabuloso. Na entrada das salas de exibiçoes há um fóssil (provavelmente um fêmur de um gigante dinossauro) que podemos tocar. A placa diz o seguinte: Você está tocando em um objeto que possui 130 milhoes de anos. Que loucura!!! Parem para pensar: a 130 milhoes de anos uma criatura, nasceu, viveu, morreu e de alguma forma seus ossos foram conservados, e 130 milhoes, repito, milhoes, de anos depois foi localizada e hoje é tocada por mim, pela Adelaide e poderá ser tocada por você: loucura. Parece bobagem, mas refletir sobre isto foi uma viagem. Terminada o agradável e instrutivo passeio, pegamos a Catarina, zerada novamente (até banho tomou) e rumamos novamente para Puerto Madry, pois a intencao no dia seguinte era a de irmos visitar a Península Valdez. Chegando em Puerto Madry, colocamos em prática nosso já conhecido itinerário: a busca da opçao mais em conta de hospedagem (levando em conta alguns pré-requisitos, entre eles o de possuir garagem e também, é claro, analisando a relaçao custo benefício). Nesta procura uma trapalhada deste motociclista inexperiente. Apesar do vexame vou contar: Ao sair de um dos hotéis que pesquisávamos bati o arranque na moto e nada, nao ligava. Puxa Vida, era só o que faltava. Escuro já, sem pouso e nos confins da Argentina. O que fazer ? Será que era gasolina? Está certo que a reserva foi consumida, mas a impressao que tinha era a de que ainda tinha gasolina para um bom pedaço de chao? Bom, fui atrás de gasolina no posto mais próximo. Mas o pensamento também estava na revisao. Será que o mecânico nao fizera nenhuma bobagem? Abastecido o tanque bati o arranque novamente e nada. PQP #@#~€@@ (impublicável). Até que a Adelaide resolve perguntar se o botao corta corrente nao estava apertado. Eu evidentemente , irritado que estava disse para ela que nao, hora. Básico. Porque o corta corrente estaria desligado? eu nao o desligara. Via das dúvidas apertei o botao. E Bati o arranque novamente. Nao é que deu certo. Sob os risos de alguns argentinos que nos observavam, principalente em funcao do olhar de fuzilamento da Adelaide resolvemos o problema. Nao adianta agora desculpas, mas a verdade que aquele famigerado botao estava meio apertado. Bom meio apertado é o mesmo que quase, e quase nao é nada. Ficou como mais uma história para no futuro darmos boas gargalhadas. Resolvido o problema e recuperado do vexame encontramos um hostel mais ou menos em conta. Bom, agora respondo ao Joao Serra sobre a questao preços na Argentina: Meu amigo, estou achando as coisas caras: está mais caro que o orçamento que planejamos. O negócio é chegar cedo nas cidades e pesquisar. A chorada também vale. A alimentaçao é absurdamente cara (na minha opiniao). A sugestao é pedir um Milanesa com papas, por exemplo (Dá para dois). Outra sugestao é comprar frutas, biscoitos em algum super-mercado e no decorrer da viagem ir parando e os lanchando. Em Comodoro Rivadávia é complicado. Se puderes vá adiante em Caleta Olivia, mas procure. E também o nível de exigência deve diminuir e a tolerância aumentar. Para que tenhas idéia: Segundo dia em Canuelas $ 80,00 (chorado $ 10,00 de desconto). Terceiro dia em Bahia Blanca $ 150,00 (Nesta cidade olhamos todos os hotéis). Terceiro dia em Las Grutas demos a sorte de um dono do hotel perceber que estavamos em busca do bom e barato e seu hotel estava fora dos padroes, acabou nos oferecendo um quarto ao lado de sua casa: o preço $ 100,00 (fora isso o mais barato era por $ 150,00). No quarto dia em Madry $ 100,00 (A Adelaide consegui $ 30,00 de desconto, do contrário pagaríamos $ 130,00). No quinto dia em Comodoro, um absurdo: o mais barato $ 225,00. Aqui em Galegos, conseguimos uma boa opçao por $ 150,00. Alimentaçao: Se fizeres como falei: uma milaneza com papas para dois gastarás $ 30,00. Cuidado com o café: caríssimo: uma xicará $ 6,00. OK Serra, o que mais puder auxiliar, manda ver que tento responder. Bom pessoal. de Ushuai atualizarei o 6º, 7º e 8º dia = nao deixem de acompanhar. Até mais.
domingo, 28 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
4º dia - 25/12/08 - Diário do Piloto
Só estamos hoje relatando o quarto dia de viajem, pois ontem o cansaço nos derrubou. Saímos de Bahia Blanca pelas 7:15 hs da manha e fomos em direçao a Carmem de Patagones e Viedma. A idéia era almoçarmos em Viedma e dar uma esticada até a Loberia, uma estaçao ecológica de lobos marinhos. Entre ir e voltar esta esticada representaria 130 km. No Caminho a Viedma, ao atravessarmos o Rio Colorado, uma placa: Voce esta entrando na Patagonia. Evidentemente que paramos para o registro do momento em foto. Em Viedma, almoçamos em um posto BR (olha o Brasil marcando presença) e nos deslocamos para Loberia. Antes um passeio pela cidade, que margeia o Rio Negro. Aliás a cidade, capital da provicia de Rio Negro é muito bonita. É muito arborizada, no meio já de uma regiao árida, pois a aridez da patagonia ja se fazia presente. As margens do Rio negro a municipalidade arborizou e construi um passeio. Maravilhoso. A cidade ali se reune para caminhar, tomar mate e conversar. Vale a pena. Um oásis no deserto. Dali fomos para Loberia. Logo que chegamos o impacto da beleza do local. Falésias (precipícios de 50, 60 metros) na margem do atlántico. Na parte superior um estrada asfaltada (estreitinha), margeando as falécias. Imagine a seguinte cena: o mar com quatro tonalidades do azul escuro ao verde Claro, fazendo fundo. Um pequeno farol (antigo) pintado de branco e dos dois lados da estrada as flores amarelas no verde permeado por arbustros marrons, alaranjados. E no céu papagaios patagonicos sobrevoando. Um paraíso. Na Loberia um mirador nos permitia ver uma imagem verdadeiramente impressionante: Centenas, talvez milhares de lobos marinhos deitados sobre rochas no sopé do precipício. Mesmo a 50 metros de altura conseguíamos escutar seus resmungos. Muito lindo. Valeu realmente a pena a esticada. Recomendamos. Se vieres até aqui nao deixe de visitar a Loberia. De Viedma rumamos até o nosso próximo destino, Balneário Las Grutas, o principal balneário da província de Rio Negro. Tem este nome porque está também as margens de uma falésia com várias grutas. Muito movimentado. Consegui ainda, já 20:30 hs tomar um banho no atlântico argentino. Água fria. Compararei depois com as águas do pacífico no retorno da viagem. Em Las Grutas a Adelaide conseguiu uma hospedagem boa e barata. Jantamos Waffles e a intençao era ainda atualizar o blog, mas caímos na cama e nao teve jeito. Andamos até o momento 2.475.5 km (estamos praticamente na metade da viagem). Na Ruta 3 já rodamos 1.106,6 km. A paisagem já é deserta. A Patagônia realmente impressiona. Imensidao de uma paisagem árida onde o vento é uma constante. Estamos agora em Trelew, pois a Catarina precisa ir no salao de beleza (oficina) fazer a revisao dos 3.000 km. Em Ushuaia estaremos fazendo a revisao do 6.000 km (puxa vida). Avançamos mais a cada dia. Cada dia mais próximo de nosso objetivo. Amanha visitaremos a peninsula Valdez (obrigado Roberto pela dica = pegaremos um servico de turismo). Estamos contentes com o acompanhamento de nossos familiares e amigos pelo blog. Cada postagem nos deixa super felizes. Até a próxima pessoal. Talvez já com fotos. Agora temos que ir pois a Catarina tem hora no instituto. Abraçao e até a próxima.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
3º dia - 24/12/08 - Diário do Piloto
Iniciamos hoje o percurso na Ruta 03. Nela fizemos amizade com motociclistas italianos, entre eles o casal Karine e Daniele, ela brasileira do Rio, morando na Itália e ele empresário italiano e mais uma turma de motociclistas. Mandaram vir as motos da itália e iniciaram hoje à partir de Buenos Aires sua viagem a Ushuaia. Todas BMWs com mais de 1000 cilindradas. Nos cruzaram várias vezes. Muito bacana ver aquelas motos nos passando. Foi um dia legal. Já comecamos a notar a mudanca de paisagem. No inicio muita agricultura, campos de girassois e de pastagem para feno. Grandes e bonitas fazendas. A paisagem deslumbrante. No final os campos já ficando mais ralos. Tivemos também um aperitivo do que será o temido vento patagonico, que desce direto da cordilheira, que ocorreu ao passarmos ao lado de uma tempestade. Nesta hora o bicho pegou: chuva e vento de fazer a moto andar de lado, empurrando para a pista contrária. Se este foi o aperitivo, o que nos espera nao será fácil. Mas se fosse fácil nao viríamos. Chegamos em Bahia Blanca, uma cidade muito feia, horrível, e nos instalamos, após intensa pesquisa de precos, em um bom hotel, afinal é véspera de natal e merecemos. Fomos atras do jantar e adivinhem se encontramos algum restaurante ou lancheria abertos. Nada. Sobrou uma loja de conveniencia em um posto de abastecimento. Foi legal, diferente nossa ceia de natal. Valeu, afinal a felicidade está no inusitado. Na ceia conhecemos os Catarinenses de Florianópolis, que também viajam para Ushuaia, Aline e José, que estao de carro. Tanto os italianos, como o casal catarinense encontraremos, com certeza diversas vezes no caminho. Bom pessoal, estamos cansados, vamos agora nos recolher, renovando nossos votos de um feliz natal a todos. Beijo para nossos familiares e amigos que agora estao curtindo uma ceia de natal. Estamos com voces em pensamento. E Felizes. Até a próxima, já relatando sobre as impressoes da Patagonia.
P.S: a nossa intencao era hoje já postar algumas fotos, mas ainda nao foi possivel
P.S 2: a partir de amanha a viagem se tornara mais interessante, pois entraremos na Patagonia e na penisnula Valdez, com uma fauna marítima diversificada.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
2ª dia - 23/12/08 - Diário do Piloto
O dia foi movimentado. Partimos de Tacuarembó as 8:17 hs. Depois de 240 km cruzando o Uruguai até Paysandu, chegamos a fronteira, na ponte Internacional Gen. Oribe. Uma fila enorme que simplesmente nao andava. Fui avançando por entre os carros até onde deu. Nesta de dar uma de "cara de pau", ganhei no mínimo 1 hora. Mesmo assim perdemos em torno de 30 minutos com os trâmites. Finalmente entramos na Argentina abaixo de muita chuva. Ao entrar na Argentina o transito se intensificou. Meu temor era o de encontrar a temida e corrupta policia camineira da província de Entre Rios, terror do motoviajantes, porém uma coisa estava me chamando a atençao: a cada tantos kilometros, barreiras da guarda nacional ???. Comentei com Adelaide o quanto estava achando isto estranho. Almoçamos em Galeiguaychu, e pudemos constatar a mudança dos patamares de valores da alimentaçao. Enquanto no Uruguai a comida é muito em conta, na Argentina custam os olhos da cara. Enfim, almoçamos, afixamos o adesivo no paradouro e seguimos viagem. Nem 5 km percorridos encontramos a explicaçao para tanta barreira da guarda (exército) nacional: um protesto de produtores rurais que programaram um dia de mobilizaçao e a poucos minutos haviam trancado a rodovia. A previsao nao era boa, pois o que se comentava é que nao liberariam a rodovia tao cedo. Agora nao tinhamos mais chuva e sim muito sol. Sol de derreter, cozinhar dentro das roupas de cordura. Nós ali tomando aquela lua. Eu tentava pensar uma soluçao. Até pensei em tentar furar a barreira, quem sabe passando pelo acostamento, onde haviam poucos manifestantes. Porém seria muito arriscado = melhor nao (Tá certo querer e gostar de emoçoes fortes, mas para tanto também nao). Até que um caminhoneiro viu que estávamos de moto e comentou que existia paralelamente a rodovia um caminho de terra que poderíamos passar. Nao pensei duas vezes. Montamos a Catarina e fomos pela caminho sugerido. Mais ou menos 10 kilometros de estrada de chao. O problema é que em sentido contrário muitos veículos também estavam desviando. Comemos alguma (muita) poeira. A moto, os equipamentos, as roupas, e nós cobertos de poeiras, mas livres para continuar a viagem. A minha intençao, como comentei ontem, era avançar além da cidade de Canuelas, nossa previsao inicial de pouso, mas com os atrasos na aduana e com a barreira dos produtores, conseguimos as 19:00 hs chegar finalmente em Canuelas. Estes eventos atrasaram uma barbaridade o desempenho da viagem. Em Canuelas, achamos um hotel razoável (mais para ruim do que para bom) e resolvi dar uma geral na Catarina. Merecia um bom banho e um lubrificada nas correias. Ficou nova. Hoje andamos 640 kilometros, com muito transito, pegamos chuva, calor e em alguns trechos ventos fortíssimos. Canuelas, conhecida, como capital nacional do dece de leite, é uma cidade com 55.000 habitantes, muito bonita, ajeitada e bem movimentada, com vida noturna, barzinhos na calçada, muito comércio, bem arborizada, limpa e organizada, enfim, uma boa cidade, privilegiada pela sua localizaçao, pois é próxima a Buenos Aires distante 60 km. A Adelaide ainda nao se animou a postar algum relato, pudera, um dia como o de hoje deixou ela cansadíssima. Mandou avisar que estará logo postando seu diário, com sua impressao da viagem. Eu, nao preciso dizer, estou adorando. É bom demais viajar, conhecer lugares novos e diferentes, enfrentar a adversidade e ir avançando. E é bom lembrar que mal começamos. Agradeço os comentários postados. Fiquei feliz em le-los. Continuem acompanhando a viagem. Para nós esta companhia é muito importante. Até o próximo encontro, já na porta de entrada da Patagonia, Bahia Blanca. A partir de lá a paisagem muda completamente.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
1º dia - 22/12/08 - Diário do Piloto
Saímos às 6:45h da manhã (aqui no Uruguai não se usa o acento til e outros acentos = pedimos desculpas), com praticamente uma hora e quinze de atraso. Primeira parada em Cachoeira do Sul, no posto Papagaio, para um café e abastecimento da Catarina. Lá foi necessário, apesar do calor, vestirmos a calça segunda pele, em função do suor que nos castigava. Este vestuário absorve o suor e o expele para fora, causando um maior conforto para os motociclistas. Seguindo viagem paramos em Rosário do Sul, onde abastecemos e almoçamos. Em Rosário conhecemos o Sr. Roberto e sua esposa, também motociclistas que vieram conversar conosco. Experientes já foram para Ushuaia e região dos lagos com sua XT 600. Foi ótimo conhece-los. Isto é que fascina neste mundo do motociclismo: é uma grande comunidade onde todos se identificam e se predispõe a auxiliar no que for preciso. A conversa rola leve e solta quando motociclistas viajantes se encontram. Também em Rosário um pequeno incidente = Caímos de moto. Nada grave, sem aranhão algum tanto em nós como na Catarina. Estava saindo do posto e era necessário subir uma pequena lomba, quando um carro cruzou a estrada e para não bater parei e perdi a velocidade, ato contínuo, já era, quem disse que eu poderia segurar a gigante Catarina carregada. Sem chance, a Catarina foi para o chão, eu pulei e a Adelaide conseguiu parar de pé, com a moto entre as pernas. Mas como dizem, quem é motociclista, ou já caiu de moto ou vai cair. Hoje foi a nossa vez = faz parte da aventura. Para ergue-la, somente com ajuda. Em Santana do Livramento resolvemos fazer a revisão dos mil quilômetros. Poder fazer a revisão ainda no Brasil, tirou um peso de preocupação da minha cabeça. Merece registro o excelente atendimento da revenda Honda de Santana do Livramento, não só priorizaram a revisão da Catarina, como não mediram esforços para terminar o serviço no menor espaço de tempo possível = recomendo para os motoviajantes. Agora, revisão só nos 3.000 km, provavelmente em Comodoro Rivadávia. Lá em Livramento aproveitei também para passar a máquina zero no meu cabelo. Estou carequinha, o que para mim se torna uma praticidade e tanto, não precisando mais me preocupar em pentear o cabelo. Gostei do novo visual. De Rivera, vencidos os trâmites legais, rumamos para Tacuarembó no Uruguai. Quase decidimos tocar até a Argentina em Colón, mas significaria mais 240 km e já eram 18:30h. Foi acertada a decisão de ficarmos por aqui. Tacuarembó é uma cidade agradável, com 40.000 habitantes. No entardecer, aproveitando o horário de verão, adotado também aqui no Uruguai, as pessoas vão para as praças e calçadas tomar chimarão em uma cuia pequenina. É realmente interessante observar esta comunidade. Tudo muito diferente. Também chama atenção a quantidade de motos pela cidade. É muita coisa. É moto para todo o lado. Pousamos no Hotel Tacuarembó, bom e barato. Jantamos uma enorme pizza, acompanhado de uma Pilsen. Jantar muito barato também. Amanhã pretendemos seguir viagem a partir das 7:00h. Penso inclusive em avançar mais no nosso roteiro. Quem sabe chegar mais perto de Bahia Blanca. Merece meu registro a simpatia e solicitude deste povo de Tacuarembó. Agora são 22:20h e vou me recolher para recuperar as costas e me preparar para mais uns 700 / 800 km. Hoje foram 640 km, mas podíamos mais. A Adelaide está indo bem, excelente co-piloto. Não se mixou nem na queda, aliás, demostrou uma grande calma. Eu é que fiquei ansioso. Também pudera. A pior coisa para um motociclista é ver sua moto deitada = é brabo.
Até a próxima postagem, já na Argentina, nos limites da Patagônia. Abraço a todos.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Apresentação Inicial
A partir do dia 22 de dezembro de 2008, o casal título deste blog, Álvaro (este que vos escreve) e Adelaide (Garupa) estarão dando inicio a um sonho e talvez a sua maior aventura: Viajar com uma moto até a chamada Terra do Fim do Mundo, Ushuaia, ou melhor, até o final da Ruta 03, em Lapataia, o ponto mais austral do planeta possível de ser transitado com algum veículo. Viajar, passear e curtir a vida sempre fez parte da vida deste casal, porém as limitações de ordem profissional e mesmo financeira, fez com que adiassem planos mais ousados de viagens, ou mesmo roteiros mais distantes ou exôticos. Talvez também a falta de uma pitada maior de ambição e coragem fez com estes planos se adiassem. O certo é que a maturidade faz com firmemos convicções ou com que percamos o juízo, aliás, para maioria das pessoas a nossa intenção é um completo desatino, um completo despropósito. O fato é que não estamos realizando nada de inusitado, uma vez que são muitos os motociclistas ou moto viajantes que se aventuram em busca desta terra considerada mítica pelos motociclistas. E mais, muitos casais, assim como nós, já cumpriram este objetivo. O Relato das viagens destes aventureiros, fizeram nossa idéia e nossas convicções aumentarem, cito o casal Rauen (Ricardo e Michelle), o casal Paes (Cícero e Lourdes) e o casal Catania (Marcos e Antonella). Todos com links de suas home page em nosso blog. Por que Ushuaia? Ushuaia foi escolhida como destino pelo inusitado, pelo extremo, pelo belo, pela aventura, por tudo de diferente que nós já tenhamos visto (aliás, justiça seja feita, vimos ainda muito pouco do mundo), enfim Ushuaia é a cidade mais austral do planeta e inaugurará uma fase de nossas vidas que ainda nos reservará muitas aventuras.
Por que de Moto? Ir de moto além de mais barato, confere a viagem a pitada de aventura e adversidade que qualquer outro meio de locomoção não daria (exceção feita a bicicleta, que diga-se de passagem, têm muitas vantagens, mas necessita de muito tempo), com a possibilidade de cumprirmos grandes trechos em pouco tempo, não abrindo mão dos predicados citados. É necessário dizer que aqueles que emitem a avaliação de que esta viagem é um desatino, um despropósito, têm sua opinião reforçada pelo fato de este que vos escreve ser um motociclista absolutamente pouco experiente, pois retirou sua carta de habilitação para motocicleta no início deste ano. Comprou sua Falcon NX4 que lhe foi desrecomendada (em função de seu tamanho, de sua altura e de sua potência), um pouco antes da habilitação, e diga-se de passagem, nunca havia pilotado, e tão pouco tinha qualquer noção de pilotagem de motocicleta (nem na garupa de uma Garelli tinha andado). É preciso portanto dizer, que este mundo do motociclismo passou a fazer parte da sua vida somente neste ano. Tudo, absolutamente tudo: equipamentos, experiência, informação, conhecimento é novidade para ele (realmente não podemos condenar quem conclui que a viagem é um desatino).
E a Garupa? Grande parceira. Assumiu a "loucura" como toda grande companheira assumiria, aceitando e se engajando no projeto. Importante dizer que a Adelaide é o pé no chão da aventura.
E depois? Depois programaremos outra viagem, e depois mais outra e assim por diante. Não deixaremos de conhecer a bordo de uma moto o deserto do Atacama, Machu Picchu, Titicaca, Carretera Austral, o litoral Brasileiro, a Amazônia, a Europa. Mas talvez o grande projeto será o de percorrer de moto todo continente americano, tendo por objetivo chegar ao ponto transitável mais ao norte do continente, ou seja, Prudhoe Bay, no Alasca. Mas estes são outros projetos e serão realizados nos próximos anos.
Os objetivos da viagem: O Objetivo simbólico da aventura é nos fotografarmos ao lado da placa que sinaliza o final da Ruta 03 (imagem acima), que será percorrida desde o seu início, em Buenos Aires até o seu final, na Reserva Ambiental Terra do Fogo em Lapataia (depois de Ushuaia). No caminho da Ruta 3, entraremos e percorreremos a Península Valdez e observaremos sua fauna marinha. Já retornando de Ushuaia, iremos até o Parque Nacional Torres del Paine e conheceremos suas belezas, entre elas os picos que dão nome ao parque. Dali, seguiremos a El Calafate e conheceremos a famosa geleira Perito Moreno. De El Calafate, rumaremos para o centro da Argentina na região dos lagos, não sem antes conhecermos os bosques Petrificados na província de Sta Cruz. Na Patagônia andina conheceremos as cidade de Barriloche e Villa Augustura e percorreremos os 7 lagos. Atravessaremos a fronteira rumo ao Chile e lá conheceremos os lagos e vulcões chilenos, quando então rumaremos para casa, com muitas imagens na máquina fotográfica, e acima de tudo, se Deus quiser, com a grande sensação de termos vivido uma maravilhosa aventura.
Importante dizer ainda que o relato da viagem será feito neste blog, dia a dia (na medida do possível e das condições físicas), sob o ponto de vista do piloto (meio desatinado) e da garupa (pé no chão). Ainda neste blog, abaixo, em ordem seqüencial o projeto da viagem quase que na totalidade (acho que não esquecemos nada) escrito para que você amigo e amiga que acompanha este blog, possa, em decidindo também fazer esta viagem, buscar informações, dicas e acima de tudo ânimo e incentivo para também iniciar uma grande aventura.
Logomarca da Aventura

A logomarca da aventura se transformou em adesivo. Colar adesivos nos locais por onde passamos, como aduanas, restaurantes, hotéis, postos de combustíveis e outros, além de presentear aos amigos, conhecidos, interessados e quem encontramos na viagem é uma tradição entre os motociclistas viajantes. Para nós não seria diferente. Curtimos muito esta coisa de bolar uma logo, e particularmente, entendo que ficou muito legal, e cheia de significado. Vamos no decorrer da aventura deixar a nossa marca, uma espécie de estive aqui.
Piloto
Eu sou Álvaro Link, 37 anos, formado em Direito, mas não atuando. Profissional da área financeira, concluindo o MBA em Gestão Empresarial. Trabalho no SICREDI a mais de 15 anos, empresa da qual sou imensamente grato e que me possibilitou muitas oportunidades. Motociclista recém formado, pois retirei minha carteira de habilitação, categoria A (já tinha a B) em Fevereiro de 2008. Apreender a pilotar uma moto é fruto de uma das minhas resoluções do final de 2006: apreender a pilotar, comprar uma moto e planejar grandes aventuras. Esta resolução já vem sendo alimentada a um bom tempo, pois meu espírito irrequieto sempre me fez desejar viajar e conhecer outros locais. Entendi que a moto-viajem é uma ótima opção, pois alia aventura, interação com a natureza e com o inusitado a uma certa economia, se relacionada evidentemente a outros meios, como pacotes turísticos ou mesmo viajar de automóvel. Temos outros projetos, um deles é daqui a alguns anos navegar pelo mundo a bordo de um veleiro (loucura? Louco é quem não acredita). Gosto de história, tanto que cursei história pelo menos pela metade (um dia pretendo concluir). O espírito viajante herdei principalmente de meu pai, que era caminhoneiro e viajou por este Brasil conhecendo lugares e colecionando histórias (eu tive o privilégio de acompanhá-lo em algumas viagens dormindo em cima da capa do motor do Alfa-Romeo). Minha mãe era uma grande parceira. Ambos adoravam passear e viajar. Lembro que ainda bebê (talvez 2 ou 3 anos) a família comprou a primeira barraca (Uma Santo André, enorme e pesada). O espírito da descoberta, da história, da valorização do que temos e conquistamos, herdei de minha mãe. Hoje ela nos acompanha lá do céu, orientando a nossa família em todos nossos passos = Mulher maravilhosa, forte e amada. Gosto de viajar, quero viajar, quero conhecer lugares novos, estudar sua história, fotografar suas paisagens. Mas não penso que a felicidade esteja só aí, ou de que preciso para ser feliz realizar estes sonhos. Quem acha que penso assim se engana. Para mim a felicidade está nas pequenas coisas, no chimarrão com a Adelaide nos finais de semana, na sua companhia, na caminhada, na corrida, na leitura de um bom livro acompanhado daquele delicioso tinto Cabernet Souvignon. A felicidade está em apreender, em ajudar o próximo de forma despretensiosa, em semear o bem. Em Viver.Garupa
Sou natural de Nova Petrópolis – RS, porém moro em Porto Alegre desde 2003 e gosto muito da vida na capital gaúcha. Nasci em 21/04/1972 e minha formação é de técnica em contabilidade, mas nunca exerci a profissão. Atualmente trabalho como trader no mercado de capitais. Gosto de praticar atividades que fazem bem ao corpo e a mente, dentre elas a corrida, a musculação e o alongamento, curtir um bom filme, ler um bom livro e viajar. Agora que comecei a viajar de moto (como garupa), esta está sendo a minha mais nova paixão e me traz uma sensação de liberdade e um contato com a natureza sem igual. Sempre gostei deste contato direto com a natureza, tanto que uma das maiores paixões é acampar, um prazer que conheci com meu esposo Álvaro. E como a natureza gosta de testar as pessoas ela sempre me manda uma boa chuvarada nos meus batismos, pois em toda nova atividade que me envolvo ela me testa para ver se realmente é isto que eu quero praticar. Assim foi no meu primeiro acampamento, na primeira viagem de moto, no batismo da corrida de rua. Mas com isto só me convenço que o contato com ela é algo ímpar. Sentar num belo jardim ou parque e tomar um chimarrão com o sol brilhando repõe qualquer energia. Coisas simples que curto. O Roteiro
O Roteiro poderá sofrer alterações no decorrer da viagem. Poderemos em alguns dias viajar mais ou menos do que o planejado. Deixamos um dia de reserva técnica em caso de mudança de percurso, problemas técnicos ou mecânicos. Caso não sofra alteração a viagem terá 29 dias de duração e percorreremos em torno de 13.000 km (entre percurso e passeios) e visitaremos 3 países: Uruguai, Argentina e Chile. Anotaremos a kilometragem de todos os percursos e no retorno postaremos as kilometragens, bem como as escalas efetivamente percorridas.
Uruguai
Argentina

Chile

O Roteiro, as datas e a Kilometragem percorrida:
1º dia – 22/12/08: Porto Alegre / Tacuarembó 646 km (total: 646 km)
2º dia – 23/12/08: Tacuarembó / Canuelas 569 km (total: 1215 km)
3º dia – 24/12/08: Canuelas / Bahia Blanca 607 km (total: 1822 km)
4º dia – 25/12/08: Bahia Blanca / Las Grutas 490 km (total: 2312 km)
5º dia – 26/12/08: Las Grutas / Puerto Pirâmides 290 km (total: 2602 km)
6º dia – 27/12/08: Puerto Pirâmides / Caleta Olívia 607 km (total: 3209 km)
2º dia – 23/12/08: Tacuarembó / Canuelas 569 km (total: 1215 km)
3º dia – 24/12/08: Canuelas / Bahia Blanca 607 km (total: 1822 km)
4º dia – 25/12/08: Bahia Blanca / Las Grutas 490 km (total: 2312 km)
5º dia – 26/12/08: Las Grutas / Puerto Pirâmides 290 km (total: 2602 km)
6º dia – 27/12/08: Puerto Pirâmides / Caleta Olívia 607 km (total: 3209 km)
7º dia – 28/12/08: Caleta Olívia / Rio Gallegos 700 km (total: 3909 km)
8º dia – 29/12/08: Rio Gallegos / Rio Grande 360 km (total: 4269 km)
9º dia – 30/12/08: Rio Grande / Ushuaia 222 km (total: 4491 km)
10º dia – 31/12/08: Ushuaia (total: 4491 km)
11º dia – 01/01/09: Ushuaia (total: 4491 km)
12º dia – 02/01/09: Ushuaia /Cerro Sombrero 440 km (total: 4931 km)
13º dia – 03/01/09: Cerro Sombrero / Puerto Natales 367 km (total: 5298 km)
14º dia – 04/01/09: Puerto Natales / El Calafate 380 km (total: 5678 km)
15º dia – 05/01/09: El Calafate (total: 5678 km)
16º dia – 06/01/09: El Calafate / Puerto San Julian 613 km (total 6291km)
17º dia – 07/01/09: Puerto San Julian /Comodoro Rivadávia 420 km (total 6711 km)
18º dia – 08/01/09: Comodoro Rivadavia / Esquel 587 km (total: 7298 km)
19º dia – 09/01/09: Esquel / San Carlos de Bariloche 297 km (total: 7595 km)
20º dia – 10/01/09: San Carlos de Bariloche (total: 7595 km)
21º dia – 11/01/09: San Carlos de Bariloche / Valdívia 446 km (total: 8041 km)
22º dia – 12/01/09: Valdivia (total: 8041 km)
23º dia – 13/01/09: Valdivia / Temuco 252 km (total: 8293 km)
24º dia – 14/01/09: Temuco (total: 8293 km)
25º dia – 15/01/09: Temuco / Neuquen 508 km (total: 8801km)
26º dia – 16/01/09: Neuquen / Bahia Blanca 498 km (total: 9299 km)
27º dia – 17/01/08: Bahia Blanca / Canuelas 573 km (total: 9872 km)
28º dia – 18/01/09: Canuelas / Tacuarembó 569 km (total: 10441 km)
29º dia – 19/01/09: Tacuarembó / Porto Alegre 646 km (total: 11087 km)
8º dia – 29/12/08: Rio Gallegos / Rio Grande 360 km (total: 4269 km)
9º dia – 30/12/08: Rio Grande / Ushuaia 222 km (total: 4491 km)
10º dia – 31/12/08: Ushuaia (total: 4491 km)
11º dia – 01/01/09: Ushuaia (total: 4491 km)
12º dia – 02/01/09: Ushuaia /Cerro Sombrero 440 km (total: 4931 km)
13º dia – 03/01/09: Cerro Sombrero / Puerto Natales 367 km (total: 5298 km)
14º dia – 04/01/09: Puerto Natales / El Calafate 380 km (total: 5678 km)
15º dia – 05/01/09: El Calafate (total: 5678 km)
16º dia – 06/01/09: El Calafate / Puerto San Julian 613 km (total 6291km)
17º dia – 07/01/09: Puerto San Julian /Comodoro Rivadávia 420 km (total 6711 km)
18º dia – 08/01/09: Comodoro Rivadavia / Esquel 587 km (total: 7298 km)
19º dia – 09/01/09: Esquel / San Carlos de Bariloche 297 km (total: 7595 km)
20º dia – 10/01/09: San Carlos de Bariloche (total: 7595 km)
21º dia – 11/01/09: San Carlos de Bariloche / Valdívia 446 km (total: 8041 km)
22º dia – 12/01/09: Valdivia (total: 8041 km)
23º dia – 13/01/09: Valdivia / Temuco 252 km (total: 8293 km)
24º dia – 14/01/09: Temuco (total: 8293 km)
25º dia – 15/01/09: Temuco / Neuquen 508 km (total: 8801km)
26º dia – 16/01/09: Neuquen / Bahia Blanca 498 km (total: 9299 km)
27º dia – 17/01/08: Bahia Blanca / Canuelas 573 km (total: 9872 km)
28º dia – 18/01/09: Canuelas / Tacuarembó 569 km (total: 10441 km)
29º dia – 19/01/09: Tacuarembó / Porto Alegre 646 km (total: 11087 km)
Locais a serem visitados
Esta é a relação dos principais locais que iremos visitar durante a viagem.
VIEDMA - Argentina
Estação científica Punta Bermeja – colônia de lobos marinhos. É um refúgio de fauna a 60 km de Viedma. Desde as passarelas instaladas nos alcantilados se pode apreciar os lobos marinhos de um pêlo.
PENÍNSULA VALDÉS - Argentina
A península penetra no mar formando dois golfos de abrigadas águas lugar de encontro das baleias francas austrais aonde chegam para se reproduzirem entre junho e dezembro. Também existem colônias de lobos marinhos e milhares de aves marinhas. Na ponta norte está situada a maior paragem continental do mundo de elefantes marinhos do sul. O nome provém de sua característica trompa que dilatam os narizes em especial quando se enfurecem ou em épocas de zelo.
USHUAIA - Argentina
- Canal del beagle - o seu nome, Beagle, vem do barco no qual o pesquisador inglês Charles Darwin visitou a região em 1832. Passeio a Isla de los lobos e Isla de los pajaros. Aves de diferentes espécies e colônias de leões-marinhos em seu habitat natural.
- Lago Escondido e Lago Fagnano – o Escondido faz jus ao nome, aconchegando-se entre as montanhas da cordilheira foguina. O Fagnano é o segundo maior lago da Argentina.
- Parque Nacional Tierra del Fuego – são 63 mil hectares de uma paisagem exuberante, entre montanhas, bosques, picos nevados, lagos, rios e ilhas. E a famosa placa do final da ruta 3.
- Museu Penitenciário – prédio onde funcionou o presídio. As instalações são originais e um dos pavilhões está como a décadas atrás, deixando transparecer o inferno que deveria ser aquele lugar.
TORRES DEL PAINE - Chile
Parque com 242 mil hectares, criado em 1959 e declarado Reserva Mundial de Biosfera pela Unesco em 1978. Suas paisagens mudam conforme a altitude que vai de 50m a 3050m acima do nível do mar. O parque é composto por oito diferentes áreas e cada uma possui um micro clima particular, que depende da sua localização, altitude, presença, ou não, de glaciares e montanhas. No verão a temperatura varia de 1 a 23 graus.
EL CALAFATE - Argentina
Glaciar Perito Moreno geleira que se estende por uma superfície de 250km quadrados, desde sua zona de formação no Campo de Hielo Sur, a terceira maior área de gelo do planeta (depois da Antártica e do Pólo Norte) até o Lago Argentino. O Glaciar foi incluído pela Unesco na lista dos patrimônios mundiais da humanidade. Além de sua imponência, é um espetáculo ver os paredões de gelo se desprender e cair nas águas do canal dos icebergs.
PUERTO SAN JULIAN - Argentina
Isla Cormorán, ilha habitada por pingüins e gaivotas patagônicas. Nas águas da bahia um espetáculo a parte dos golfinhos tonina overa, sua coloração preto e branca lembra a baleia orca.
JARAMILLO - Argentina
Monumento Natural Bosques Petrificados – são impressionantes 15000 hectares de uma estepe desértica onde repousam troncos de 150 milhões de anos que foram petrificados pelas cinzas de vulcões durante o período jurássico. O parque funciona das 8:00h às 20:00h e a entrada é gratuita. Porém não há infra-estrutura no local sendo necessário levar água e o que for consumir.
SAN CARLOS DE BARILOCHE - Argentina
O parque Nahuel Huapi engloba uma área de 713 mil hectares onde um impressionante conjunto de montanhas, lagos e rios formam uma das mais exuberantes paisagens da patagônia. A região dos 7 lagos que inicia em Villa la Angustura e se estende até San Martín de Los Andes com seus lagos entre bosques e montanhas nevadas ao fundo.
PUERTO VARAS – Chile
Vulcão Osorno com 2661m de altura é classificado como um vulcão adormecido – sua última erupção ocorreu em 1835. De aparência grandiosa e contornos perfeitos, ganha ainda mais destaque graças à neve eterna que repousa em seu topo.
VALDIVIA – Chile
Conhecida como a cidade dos rios, foi fundada em 1552, sobre uma aldeia mapuche. A cidade já foi destruída duas vezes: a primeira ocorreu com a revolta mapuche contra o domínio espanhol, em 1959, terminando com a vitória destes últimos. Muitos anos depois, em 1960, foi a vez de um grande terremoto ocasionar o alagamento e o desmoronamento de antigas construções em estilo europeu.
PUCÓN – Chile
Vulcão Villarrica com 2847m de altura e com o pico coberto de neve, ainda está em atividade. Quanto ao fato de não estar extinto, não há o que temer: as erupções costumam ser previstas com antecedência.
TEMUCO - Chile
Capital da Araucanía, famosa por ser o centro de “resistência” da cultura mapuche – ou seja, é uma das regiões em que as tradições desse povo estão um pouco mais preservadas. Museo Regional de La Araucanía funciona numa casa da década de 20 e conta a história da região.
Roupas
A relação de vestuário abaixo relacionadas referem-se a um indivíduo da equipe, portanto todos os itens devem ter sua quantidade multiplicada por dois.
1 Jaqueta cordura (impermeável)
1 Calça cordura (impermável)
1 par de Luvas impermeáveis
1 par de Bota impermeáveis
1 Capacete escamoteável
1 Balaclava (Segunda pele)
1 calça (Segunda pele)
1 camiseta (Segunda pele)
1 par de luvas (Segunda pele)
1 calça jeans
1 calça (vira bermuda)
2 camisetas mangas curtas
2 camisetas mangas longas
1 blusa de lã
1 pijama
7 roupas íntimas
3 pares de meia
1 boné
1 par de tênis
1 par de chinelos
1 Jaqueta cordura (impermeável)
1 Calça cordura (impermável)
1 par de Luvas impermeáveis
1 par de Bota impermeáveis
1 Capacete escamoteável
1 Balaclava (Segunda pele)
1 calça (Segunda pele)
1 camiseta (Segunda pele)
1 par de luvas (Segunda pele)
1 calça jeans
1 calça (vira bermuda)
2 camisetas mangas curtas
2 camisetas mangas longas
1 blusa de lã
1 pijama
7 roupas íntimas
3 pares de meia
1 boné
1 par de tênis
1 par de chinelos
Documentos Necessários
A documentação necessária para a viagem:
- Documento da moto;
- CNH (carteira internacional de habilitação somente é exigida fora dos países do Mercosul);
- Seguro carta verde;
- RG (expedida a menos de 10 anos);
- Passaporte;
- Código de trânsito argentino (para nos prevenirmos em relação a corrupta polícia caminera);
- Mapas
- CNH (carteira internacional de habilitação somente é exigida fora dos países do Mercosul);
- Seguro carta verde;
- RG (expedida a menos de 10 anos);
- Passaporte;
- Código de trânsito argentino (para nos prevenirmos em relação a corrupta polícia caminera);
- Mapas
- Guia Argentino e Chileno
Dicas:
Dicas:
Levaremos cópias autenticadas de todos os documentos – entre eles, o número do cartão de crédito e débito, telefones de contato para o caso de emergências - guardaremos em locais diferentes dos originais.
Escanear estes documentos e arquivar em seu e-mail também é uma alternativa, pois em caso de emergência basta ir a uma lan house e imprimir a documentação ou armazenar os dados em um pen drive.
Equipamentos e Acessórios
Relação dos equipamentos necessários para pequenos reparos:
Fita silver
Kit reparo pneu
Lubrificante para corrente
Lanterna
Canivete suíço
Filme plástico para cobrir carenagem
Ferramentas do kit da Falcon
- chave de boca 10 x 12 mm
- chave de boca 14 x 17 mm
- chave allen 5 mm
- alicate
- chave phillips
- chave de fenda
- chave soquete sextavada 8 mm
- chave sextavada 24 mm
- cabo da chave de velas
- chave de vela
- cabo da chave sextavada 120 mm
Relação de acessórios para um passeio tranqüilo:
Óculos de sol
Câmera digital
Carregador da bateria da câmera
Bateria extra
Cartão memória extra
Cabo USB para baixar as fotos
Pen drive
Celular (ativar roaming internacional)
Carregador celular
Adaptador tomada
Caneta/lápis
2 cadernos para diário de bordo (piloto e garupa)
Livro
MP3
Chimarrão:
- cuia
- bomba
- erva
- garrafa térmica
Fita silver
Kit reparo pneu
Lubrificante para corrente
Lanterna
Canivete suíço
Filme plástico para cobrir carenagem
Ferramentas do kit da Falcon
- chave de boca 10 x 12 mm
- chave de boca 14 x 17 mm
- chave allen 5 mm
- alicate
- chave phillips
- chave de fenda
- chave soquete sextavada 8 mm
- chave sextavada 24 mm
- cabo da chave de velas
- chave de vela
- cabo da chave sextavada 120 mm
Relação de acessórios para um passeio tranqüilo:
Óculos de sol
Câmera digital
Carregador da bateria da câmera
Bateria extra
Cartão memória extra
Cabo USB para baixar as fotos
Pen drive
Celular (ativar roaming internacional)
Carregador celular
Adaptador tomada
Caneta/lápis
2 cadernos para diário de bordo (piloto e garupa)
Livro
MP3
Chimarrão:
- cuia
- bomba
- erva
- garrafa térmica
Higiene pessoal e Primeiros socorros
Itens básicos para higiene pessoal:
Xampu
Condicionador
Sabonete
Creme desodorante
Creme dental
Escova dental
Fio dental
Barbeador
Pincel
Escova cabelo
Protetor solar
Papel higiênico
Itens básicos para primeiros socorros:
Anti-séptico
Band-aid
Gaze
Esparadrapo
Termômetro
Anti-térmico
Analgésicos
Sal de fruta
Cortador unha
Pinça
Xampu
Condicionador
Sabonete
Creme desodorante
Creme dental
Escova dental
Fio dental
Barbeador
Pincel
Escova cabelo
Protetor solar
Papel higiênico
Itens básicos para primeiros socorros:
Anti-séptico
Band-aid
Gaze
Esparadrapo
Termômetro
Anti-térmico
Analgésicos
Sal de fruta
Cortador unha
Pinça
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